terça-feira, 3 de março de 2015

Todos os filmes indicados ao Oscar rankeados





Eu adoro filmes. E confesso que adoro assistir ao Oscar também! E na última semana com a premiação se aproximando, e os comentários sobre ela aumentando, eu fui recebendo e lendo cada vez mais notícias e artigos relacionados a filmes em geral e ao Oscar em particular. Um dos que mais me chamou atenção foi publicado no site Slate.com. O Slate é uma revista eletrônica, que trata de temas variados - desde política internacional até gatinhos fofos tentando matar os donos -, similar a vários outras sites por aí: Mashable, Jezebel, Buzzfeed, The Atlantic, Hypeness...

Esse artigo foi escrito e publicado no Slate por um de seus colaboradores, Joe Reid, cuja auto-descrição se resume a: “Joe Reid is a writer and watcher of things, living in Brooklyn. He tweets at @joereid.” (Joe Reid é um escritor e observador de coisas, vivendo no Brooklyn. Ele tuíta em @joereid).  

Eu curti: simples e direto. O que mais me chamou atenção nesse artigo foi a enormidade da tarefa: assistir a todos os filmes indicados a um Oscar na premiação de 2014 e classifica-los, em uma única lista! Nada de diferentes categorias, uma só lista, 60 filmes pra classificar, do pior ao melhor. Eu gostei muito do resultado, me diverti, me informei e aprendi com a leitura, então achei que seria interessante traduzir e, assim, aumentar o alcance de um artigo tão legal! Aproveitem, ainda dá tempo de assistir um monte de filmes dessa lista e descobrir se você concorda ou não com o autor!

Beijo!

Bárbara

**TODOS OS FILMES INDICADOS AO OSCAR, RANKEADOS**

Adivinha quantos indicados a Melhor Filme estão, na verdade, nas últimas 10 posições!

Por Joe Reid | http://www.slate.com/authors.joe_reid.html

Você se lembra daquela parte em Interestelar (5 indicações, mas não para Melhor Filme) quando Matthew McConaughey e Anne Hathaway e o fiel robô CASE vão ao planeta com a onda gigante e deixam David Gyasi pra trás, na espaçonave, por uns 20 relativos aninhos? Quando aqueles voltam, e este já está um pouco grisalho na barba, eles lhe perguntam o que ele havia feito e, entre outras coisas especificas de pesquisa, ele basicamente diz que leu bastante. Quando eu vi isso, eu pensei “Que idiota – porque ele não assistiu filmes?”
Eu gosto de ver filmes. Eu gosto de falar sobre filmes. Quando outras pessoas estão conversando sobe filmes que eu não vi, eu fico com inveja. Então, eu vejo muitos filmes, faço listas de filmes antigos que eu deveria assistir, eu faço projetos. As indicações para os Prêmios da Academia dão ótimos projetos, que várias pessoas fazem. Amadores tentarão assistir a todos os indicados a melhor filme. Alguns irão um passo além e tentarão matar todos os atores e atrizes nomeados. Dois anos atrás, eu tomei uma grandiosa, mais quixotesca decisão: eu iria ver cada um dos filmes nomeados. Os documentários, os curtas, os filmes estrangeiros, os péssimos filmes de ação nomeados por Melhor Mixagem de Som. Tudo.

Como eu conseguiria? Viver em Nova York (e na era da internet) (e com acesso a publicistas que as vezes enviam “screeners”, só pra serem diretos sobre os privilégios de exibidores, porque isso é real) me ofereceu opções que eu nunca tive antes. Mas ainda assim, não é fácil. Uma rápida conferência no dia do anúncio das nomeações revelou que, apesar de ter gasto o ano comparecendo a exibições para críticos e um grande festival de filmes, eu ainda precisava assistir nove longas, mais 14 dos 15 curtas nomeados. Imediatamente após o trabalho, naquele dia, eu comprei um ingresso para “O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos” porque, se eu não o fizesse naquele momento, talvez jamais faria.

Por mais que eu reclame sobre as jamantas como “O Hobbit”, eu continuo tentando assistir todos os filmes indicados porque é incrivelmente bom para mim. Me faz lembrar que, por mais que reclamemos (e eu definitivamente faço isso) sobre quem é e quem não é indicado, especialmente nas categorias mais importantes, se olharmos a ficha do Oscar como uma lista simples de filmes – independente de categorias ou quantidade de nomeações – ela realmente é um interessante apanhado do ano cinematográfico. Ainda não há uma quantidade suficiente de filmes independentes, ou filmes americanos feitos por (ou sobre) pessoas de cor, mas, levando em conta os filmes estrangeiros, documentários, curtas, os blockbusters nomeados para as categorias técnicas – é uma mistura bastante interessante, para o bem ou para o mal.

E assistir a todos os 60 indicados ao Oscar deste ano me lembrou que os filmes indicados à categoria de Melhor Filme não são da missa a metade. Os mais arriscados, mais ousados, mais idiossincráticos filmes geralmente conseguem uma ou outra indicação. Isso me fez ter vontade de ver uma lista rankeada de todos os filmes nomeados, feita por um intrépido cinéfilo que tenha visto todos eles. Então, aqui está.

Fonte: Omelete


60. O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos: Aqui estão os totais de nomeações, em ordem, para as cinco adaptações anteriores das obras de Tolkien, feitas por Peter Jackson: 13, seis, 11, três e três. E agora tudo termina com uma triste nomeação para o que é, fácil, o pior dos seis filmes. Por Elbereth e Lúthien, o Alvo, que este seja o fim. Nomeação: Melhor Edição de Som.

59. O Juiz: Porque as categorias de atuação permitem aos eleitores separar seu amor por atores do seu amor pelos filmes que eles representam, pode ser bem fácil enfiar uns filmes bem xexelentos no ranking de filmes nomeados a Oscar. Tipo, você consegue acreditar que, graças ao Stanley Tucci, “Um Olhar do Paraíso” (The Lovely Bones) foi um indicado a Oscar? Ou então, Patricia Clarkson, por “Do Jeito que Ela É” (Pieces of April)? Ou Bette Midler, com “Para Eles com Muito Amor”(For the Boys)? (O que que eu tô falando? Claro que você se lembra de “Para Eles com Muito Amor”) De qualquer forma, isso é certamente o que aconteceu aqui, com a nomeação para o adorado Robert Duvall no realmente terrível “O Juiz”. Nomeação: Melhor Ator Coadjuvante

fonte: What's up


58. Malévola: Talvez exista algo a ser dito sobre o sexismo inerente que entende que um blockbuster centrado em uma mulher deva ser reconhecido apenas por suas roupas bonitas do que por, digamos, efeitos especiais. Teria sido mais fácil dar suporte a esse argumento em favor de “Malévola” se ele não fosse essa confusão tonal incoerente. Nomeação: Melhor Figurino

57. Invencível: Não estou tentando ser chato com a Angelina Jolie! Juro! Mas “Invencível” é um inequívoco erro, não importa por qual lado você olhe a coisa. Claro, algumas vezes, quando inequívocos erros são também sucessos de bilheteria de grandes estúdios com grandes sequências de batalha, você vai ver alguns acenos de consolação mesmo. Nomeações: Melhor Cinematografia, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som.

56.Sniper Americano: E então chegamos ao nosso nomeado a Melhor Filme com posição mais baixa no ranking. É tentador associar a narrativa de Oscar de “Sniper Americano” com seu fenomenal sucesso de bilheteria, mas a verdade é que suas seis nomeações vieram antes que o filme estourasse nos cinemas. É mais provável que seja isso: eleitores do Oscar não estão prontos para desapegar de Clint Eastwood. Nomeações: Melhor Fime, Melhor Ator, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição de Imagem, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som.

55.Whiplash: Apesar da minha baixa opinião do filme em si, eu até acho que ele merece boa parte de suas nomeações, particularmente a edição propulsora e a performance de J.K. Simmons, ambos tão espetaculares que eles quase encobriram a história absurda e inflada. Nomeações: Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição de Imagens, Melhor Mixagem de Som.

Fonte: The New Yorker


54.Foxcatcher: Nunca subestime o poder de uma prótese facial. Nem de Bennett Miller, o novo Stephen Daldry de Hollywood. Nomeações: Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Original, Melhor Maquiagem

Fonte: Focus Features


53. A Teoria de Tudo: As vezes eu acho que os Oscars ficam com má reputação: o público reclama que a Academia recompensa biografias engessadas, dramas históricos, e filmes com temas “importantes” e excluem todo o resto. Mas não foram os últimos anos, com os seus “Django: Livre”s e “Cisne Negro”s e “ToyStory”s, suficientes para dar aos membros da academia crédito por expandirem seus horizontes, mesmo que muito de leve? Aí eles vão e indicam uma coisa que nem “A Teoria de Tudo”. Nomeações: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora Original

52. O Jogo da Imitação: Por um tempo as pessoas realmente acharam que Harvey Weinstein ia conseguir forçar esse a ser um vencedor de Melhor Filme, através da sua usual mistura de audácia e marketing de força bruta. Melhor sorte (com um melhor filme?) ano que vem. Nomeações: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição de Imagens, Melhor Design de Produção, Melhor Trilha Sonora Original

51. The Reaper (La Parka): Espectadores geralmente conseguem resumir cada um dos documentários curtas a um assunto. Neste caso, o assunto é matança de gado, o que o filme mostra em detalhes desconfortavelmente mínimos. É muito repelente! Intencionalmente! Nomeação: Melhor Documentário Curta.

50. White Earth: Se você está buscando deixar de lado a ideia de que os documentários curtas nomeados para os Oscar são todos olhares tristes sobre vidas sombrias contados através de um prisma de perseverança agridoce, White Earth talvez não seja o documentário pra você. Nomeação: Melhor Documentário Curta

49.Aya: um caso de identidade trocada em um aeroporto junta um homem e uma mulher em uma melancólica viagem para Tel Aviv, Israel. O charme de muitos curtas são suas imprevisibilidades, o que quer dizer que eu fiquei esperando que esse filme fosse se tornar algo mais sombrio ou estranho. Mas não, não se tornou. Nomeações: Melhor Curta Metragem

48. Vício Inerente: A boba, drogada e indulgente adaptação de Paul Thomas Anderson do romance de Thomas Pynchon poderia ter desmoronado nas mãos de outro diretor. Por vezes desmorona nas dele. Mas quando Anderson escreve um roteiro, a Academia geralmente o nomeia: estaé o quarto aceno em sete filmes. Nomeações: Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Figurino

47. O Sal da Terra: O Diretor Wim Wenders entrega uma bela mas superficial exploração da vida e do trabalho do fotógrafo Sebastião Salgado. Em toda sua carreira Wenders nunca temeu o risco de soar pretensioso. E como ele arrisca! Nomeação: Melhor Documentário Longa

46.Parvaneh: A história de uma jovem afegã buscando asilo na Suíça. Um filme doce e generoso, que não cria um grande impacto, em relação aos seus competidores. Nomeação: Melhor Curta Metragem.

45. O Banquete: Você talvez tenha visto esse curta sobre um adorável filhote e seu apetite mimado se você viu “Operação Big Hero” nos cinemas. É típico do estilo recente da Disney para seus curtas de animação: fofo, mudo, engraçado mas acima de tudo enternecedor. A belíssima animação passa o sentimento gostoso dos longas de que estamos acostumados. Só não é muito aventureiro. Nomeação: Melhor Curta de Animação

44.Glen Campbell: I’ll Be Me: Após a grande surpresa do ano passado na categoria de Melhor Canção Original com “Alone Yet Not Alone” (no fim desqualificado por questões de campanha), o público do Oscar estava relativamente preparado para outra seleção vinda do nada e, dessa vez, vemos isto acontecer com um pequeno documentário sobre a lenda da música Country, Glen Campbell, e sua diagnose de Alzheimer. Nomeação: Melhor Canção Original

43. O Abutre: Assim como “Inside Llewyn Davis” no ano passado, “O Abutre” era o filme que um monte de críticos se convenceu de que seria nomeado para um monte de prêmios mais acabou sendo nomeado para muito poucos. Talvez tenha (não) passado raspando em categorias como Melhor Filme ou Melhor Ator. Ou talvez os eleitores não tenham curtido sua estética de pinceladas largas e observações ligeiramente simplistas sobre como a mídia é, tipo, loca e depravada, cara. Nomeação: Melhor Roteiro Original

42. A Single Life: A elasticidade de estilos que pode ser encontrada dentre os curtas de animação a cada ano faz dessa uma das minhas categorias favoritas. Com “A Single Life” temos uma historinha fofa sobre uma mulher que descobre que pode avançar ou retroceder em sua vida com a agulha de um tocador de discos. O filme tem dois minutos e meio. Nomeação: Melhor Curta de Animação.

41. Caminhos da Floresta: Há muito o que amar e muito o que se desapontar na adaptação de Rob Marshall de Sondeheim. A julgar pelos padrões de nomeação de Marshall, é melhor do que o entediante “Nine” mas não tão bom quanto o monstruoso “Chicago”. Metade-pra-baixo do pacote parece justo. Nomeações: Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Design de Produção, Melhor Figurino

Fonte: Yahoo


40. Planeta dos Macacos – O Confronto: A Sequência de vitórias, em Efeitos Visuais, de filmes com a participação de Andy Serkis e suas firulas de captura de movimento – dois dos filmes Senhor dos Anéis e ainda King Kong – foi desfeita quando “A Invenção de Hugo Cabret” derrotou “Planeta dos Macacos – A Origem”. Até a Academia resolver como lidar com as performances feitas através de captura de movimento, nas categorias de atuação, parece justo recompensar um trabalho de qualidade superior como Serkis produziu em “O Confronto” com um Oscar de Melhor Efeito Visual. Nomeação: Melhor Efeito Visua.

39. X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido: Você sabia que este é o primeiro filme na franquia X-Men a receber uma nomeação em qualquer categoria? Isso não parece meio louco? Nenhuma indicação para a pintura corporal azul da Mística. Nenhum reconhecimento pelos efeitos visuais envolvidos em fazer Magneto mover a ponte Golden Gate. Nada de nomeação para Melhor Filme para X-Men 2. (Sim, o filme merecia uma.) Acho que foi necessário foi Evan Peters correndo por um laboratório, ouvindo Jim Croce pra chamar atenção dos votantes. Nomeação: Melhores Efeitos Visuais.

Fonte: Cinema de Buteco


38. O Conto da Princesa Kaguya: Em um ano normal, a seleção de nomeados para Melhor Filme de Animação conteria um lugar pra Pixar, um lugar pra Disney e um lugar para a Dreamworks. Parece que agora há um lugar reservado também para o Studio Ghibli, que conseguiu nomeações para “The Wind Rises” e “Howl’s Moving Castle” sem falar na vitória para “A viagem de Chihiro”. O primeiro filme de IsaoTakahata em 14 anos é indiscutivelmente bonito, como uma aquarela que ganhou vida mas, arriscando cometer heresia... o filme meio que se arrasta. Nomeação: Melhor Filme de Animação

37.Crisis Hotline: Veterans Press 1: Em um ano com poucas opções de Documentários Curtas que não rompem com a tradição, “Crisis Hotline” parece bem familiar. O que não quer dizer que e ruim. É um dia na vida da única central telefônica dos EUA voltada para prevenção de suicídios de veteranos militares, e é contado com sensibilidade e curiosidade sobre o trabalho que seus membros realizam. Nomeação: Melhor Documentário Curta Metragem.

36. The Phone Call: De vez em quando aparece um curta-metragem com algum poder para o estrelato. É assim neste caso, com a já nomeada ao Oscar Sally Hawkins (além da voz do vencedor do Oscar Jim Broadbent) emprestando seu talento para essa história de uma funcionária de uma central telefônica para crises e a ligação que a abala. A familiaridade de uma atriz como Hawkins é um grande benção para um filme que é em essência uma conversa telefônica extensa, mas ao qual uma atriz de nome pode dar uma aparente vantagem injusta na categoria de curtas. Nomeação: Melhor Curta Metragem

35. Relatos Selvagens: se Relatos Selvagens fosse um filme de língua inglesa, sem chance que ele chegaria sequer perto de uma nomeação a Oscar. Essa série de vinhetas – em sua maioria de humor negro, em sua maioria girando ao redor de um tema de vingança – se apresenta como um Tarantino mirrado e provavelmente seria desconsiderado a filme-pipoca e nada mais. Mas na corrida de Filmes Estrangeiros, na qual vários concorrentes são solenes, pensativos, lentos, Relatos Selvagens é uma revigorante mudança de ritmo. Nomeação: Melhor Filme Estrangeiro

34. The Dam Keeper: o filme de animação mais “pintura” desse ano segue um porquinho fofo enquanto este serve como protetor para sua vila. Exceto pela narração inicial, não há diálogo, o que dá a este pequeno conte melancólico uma camada a mais de gravidade. Talvez eu tenha visto muitos desses meio-tristes meio-belos curtas de animação, mas meu entusiasmo estava mudo. Nomeação: Melhor Curta de Animação

33.Tangerines: este filme é a nomeação da Estônia na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, mas o filme se passa na Georgia, para onde, somos informados, Estonianos emigraram só para retornar a sua terra nativa quando conflitos armados começaram a cercar as antigas repúblicas soviéticas. Tangerines é uma mistura interessante de novas ondas (na direção de filmes mais duros e sombrios) e velhas ondas (filmes com finais poéticos) na categoria de Filme Estrangeiro. Nomeação: Melhor Filme Estrangeiro

32.Butter Lamp: leva um tempo para se acostumar a o que está acontecendo em ButterLamp, que mostra um fotógrafo arranjando fotos de grupos de Tibetanos com diferentes fundos. A sagacidade, o humor e reflexão dos cenários (a grande muralha da China, a Disney World) dão jeito de projeto de arte conceitual, que lembra o muito mais pesado “A Imagem que Falta” (The Missing Picture), nomeado a Melhor Filme Estrangeiro no Ano Passado. Nomeação: Melhor Curta-Metragem

31. O Grande Hotel Budapeste: Sendo um fã de longa data de Wes Anderson, sem falar de ser fã dos Oscars, eu me encontro intrigado pelo maior sucesso de todos os tempos de Anderson na premiação vir para o filme dele de que menos gosto. E não é que eu não consiga ver a arte sendo apresentada; A direção de arte do filme e sua narrativa que se desenvolve como uma Matryoshka (aquela bonequinha russa, sabe? http://www.natashascafe.com/images/products/semodoll.jpg) mostram de maneira belíssima um mundo que não existe mais, e provavelmente nunca tenha existo da forma como pensamos. Mas o diálogo parece descuidado, o tom é mais malvado do que eu quero de um filme de Wes Anderson e a escolha de atores, pela primeira vez (e isso significa), parece indulgente. Eu estou feliz de ser um outlier, e ver Wes Anderson segurar um Oscar aquecerá meu coração; eu só vou fingir que é por “Os Estranhos Tenenbaums”. Nomeações: melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Edição, Melhor Cinematografia, Melhor Design de Produção, Melhor Figurino, Melhor Roteiro Original, Melhor Maquiagem.

30.Além das Luzes: Outro filme do qual eu aplaudo o sucesso apesar de desejar ter conseguido e conectar melhor a ele. Eu adorei tudo relacionado à performance de Gugu Mbatha-Raw como uma etrela pop Rihannesca tentando sobreviver os percalços de sua fama; amei Minnie Driver como sua mãe de palco; fiquei incrivelmente impressionado com a atenção aos detalhes. O romance ao centro da história ficou mais desajeitado do que deveria, dependendo muito da química entre os atores para compensar o dialogo ligeiramente desconfortável e uns sub-plots deslocados sobre a política local. Mas eu realmente desejava que o filme tivesse conquistado a grande audiência que merecia porque filmes como esse e diretores como Gina Prince-By the wood são essenciais. Nomeação: melhor Canção Original

29. Leviatã: A grande história aqui é que um filme tão crítico ao status quo russo – a forma como a corrupção governamental se infiltra para destruir as vidas de boas e comuns famílias – tenha sido selecionado oficialmente para representar a Russia na disputa pela nomeação de filmes estrangeiros. O filme em si certamente causa uma impressão, a sua metáfora de esqueleto-de-baleia sobre como a contaminação e cruzamento de governo e setor privado é um monstro grande demais para ir contra. Nomeação: Melhor Filme Estrangeiro

28.Boogaloo and Graham: eu tenho um tipo de acanhamento meio culpado que sinto quando acabo gostando um filme mostrando crianças fofas. Como se eu tivesse sido enganado por um esquema de confiança muito simples. Boogaloo é um conto doce sobre um par de irmãos na Irlanda do Norte cujo pai os presenteia com um par de galinhas bebês para cuidar. Crianças fofas e pintinhos e ainda assim eu gostei do filme! Sim, eu quero adivinhar qual carta é o ás de espadas. Nomeação: Melhor Curta-Metragem

27. Song of the Sea: lá em 2009, todo mundo ficou chocado com a nomeação para o filme The Secret of Kells do diretor Tomm Moore, mas depois de alguns anos de “cats in Paris” e “Ernests and Chicos” nós já basicamente esperamos que um ou dois filmes de animação fora do circuito principal sejam nomeados. Song oftheSea é uma escolha realmente adorável. Nomeação: Melhor Filme de Animação.

Fonte: (En)cena


26.Os Guardiães da Galáxia: Durante o verão, quando Os Guardiães estava destruindo as bilheterias e mandando as audiências palpitando ao paraíso com mini-folhinhas de Groot, tinha uma monte de especulação sobre o filme chegar a concorrer a Melhor Filme e o que isso significaria para Hollywood e para os procedimentos de premiações, se ele não fosse. Agradecidamente, como toda conversa sobre dar Oscars a sucessos de bilheteria do verão, as especulações morreram depois de Agosto. Essa aventura boba, charmosa e trivial não ia segurar toda a atenção e escrutínio que uma grande nomeação no Oscar traria. Pensando melhor... olha só todos esses indicados a Melhor File beeeem atrás de Guardiães da Galáxia nessa lista. Nomeação: Melhor Efeito Visual, Melhor Maquiagem

25. Dois Dias, Uma Noite: Jean-Pierre e Luc Dardenne nunca foram nomeados para Oscar por um melhor filme estrangeiro. Incluindo neste ano. Mas através de uma esperta não-campanha (Toda vez que Marion Cotillard não aparecia num dos eventos precursores ao Oscar algum crítico escrevia sobre a pena que era que ela estava sendo negligenciada), o filme conseguiu uma nomeação em uma das quatro-grandes categorias. Nada mal. Espero que isso leve mais pessoas a ver esse filme calmo e poderoso sobre uma mulher indo de porta em porta em sua comunidade tentando salvar seu emprego. Nomeação: Melhor Atriz.

24.Virunga: dois tipos de documentário engajado colidem neste filme, em parte um apelo para ajudar a salvar uma reserva para os últimos gorilas de montanha da Terra, em parte uma exposição dos conflitos militares no Congo. Que nenhuma dessas histórias parece diminuída nem parecem discordantes, lado a lado, é um crédito para o diretor Orlando von Einsiedel. Nomeação: Melhor Documentário Longa Metragem

23.Our Curse: Eu adoraria poder entrar em detalhes sobre esse curta, um olhar sobre um par de pais-de-primeira-viagem cuja criança sofre uma condição rara que requer um respirador por toda a noite ou então ela parará de respirar e morrerá, mas se eu pensar muito, eu só vou acabar chorando de novo. A miserabilidade dos documentários curtas é as vezes zombada; em alguns anos a lista têm câncer, Holocausto, suicídio, eutanásia, Holocausto de novo. Os nomeados deste ano poderiam preencher uma lista semelhante. Mas esse partidor de corações em formato de filme é um lembrete de que reduzir esses filmes aos seus assuntos é uma ótima forma de perder a chance de ver uma criação íntima e desarmada. Nomeação: melhor documentário curta metragem

22. Ida: Em muitos anos um filme estrangeiro é tão aclamado que consegue uma atenção colateral em outras categorias. E, enquanto a cinematografia em banco-e-preto de Ida era ótima, eu gostaria que esse filme tivesse seguido os passos de “Amour” e gerado uma nomeação de Mlehor Atriz para qualquer uma de suas mulheres principais AgataKulesza eAgataTrzebuchowska. São suas performances – uma toda curiosidade escondida, outra ébria, fatigada e sábia – que tornam o filme especial. Nomeações: Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Cinematografia

21. Para Sempre Alice: Durante toda a temporada de premiações, esse filme tem sido tratado apenas como veículo para Julianne Moore. Um serviço de carro, em particular. Um que a pega no aeroporto e a leva diretamente ao Oscar de Melhor Atriz que ela tanto merece. Mas é uma pena que o resto do filme não tenha conseguido um pouco de amor por sua narração inteligente e sensível ou então por suas grandes performances coadjuvantes de Kirsten Stewart e Alec Baldwin. Moore ainda é soberana no filme, mas é triste que a academia não conseguiu ver além dela. Nomeação: Melhor Atriz

20. Me and My Moulton: este filme totalmente charmoso, sobre uma jovem norueguesa tenatando lidar com a estranheza de ter pais não conformistas parece um livro de histórias que ganhou vida. As narrações variadas e os diferentes estilos de animação nesta categoria são o motivo pelo qual eu nunca vou reclamar da premiação do Oscar mostrar as categorias menores pras quais, teoricamente, ninguém liga. Enquanto os Oscars continuarem a dar este quantum de atenção aos curtas, e isto levar um punhado de pessoas aos cinemas onde esses filmes estão passando, durante o mês dos Oscars, então vale a pena. Nomeação: Melhor Curta de Animação

Fonte: Monet


19.Como Treinar seu Dragão 2: O primeiro Como Treinar Seu Dragão foi um filme maravilhoso e notável que teria ganhado o Oscar de Melhor Animação, não estivesse concorrendo com ToyStory 3. (alguns de nós dirão que deveria ter ganho mesmo assim) A sequência não é tão mágica quanto o original mas é uma sequência interessante e fácil de gostar e se acabar ganhando esse ano, estará entre os mais merecidos de uns tempos pra cá. Nomeação: Melhor Filme de Animação


18.Last Days in Vietnam: o mais tradicional dos documentários nomeados, tanto em assunto quanto em estrutura, “Last Days in Vietnam” é, apesar disso, revelador em sua exploração da queda de Saigon, nunca se afastando da questão central: nós fizemos o suficiente para tirar todos de lá? O arco da história do filme parece estar pendendo para o lado de docs menos tradicionais – é por isso que Citizenfour recebeu a maior parte da atenção dos nomeados deste ano. Até então os“Exit Through the Gift Shop”s e“Act of Killing”s só  chegaram perto. Este é o primeiro ano em que parece que os dos tradicionais como Last Days não serão capazes de segura-los. Nomeação: Melhor Documentário

17.Garota Exemplar: Como diabos Garota Exemplar acabou com apenas uma nomeação? Um sucesso de bilheteria legítimo, dirigido por um nomeado múltiplas vezes ao Oscar, estrelando um ator principal tão amado pela Academia que eles dedicaram os Oscars de 2012 a se desculpas por só ter nomeado ele uma vez. A natureza de baixa qualidade do material-fonte de Gilian Flynn realmente manteve os votantes distante? As polarizações no tópico “será que é bom para as mulheres?”? Eu honestamente não sei o que aconteceu aqui. Nomeação: Melhor Atriz

16.Operação Big Hero: Sim, é previsível. Mas também é um dos filmes mais exuberantes, inventivos, e com sentimento do ano. Nomeação: Melhor Filme de Animação

Fonte: Mashable


15. Interestelar: Que ninguém esteja clamorando a injustiça de deixar Chirstopher Nolan for a das principais categorias sugere que ele caiu de seu trono do Cavaleiro das Trevas – ou então nós só nos acostumamos ao fato de que os eleitores do Oscar veem seus filmes como menos do que a soma de suas partes. É uma pena – precisamos de diretores com ambições superlativas. Nomeações: Melhor Design de Produção, Melhor Trilha Sonora Original, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som.

14.Finding Vivian Maier:  para um documentário despretensioso sobre uma série de fotos de um fotógrafo perdido, esse filme é inesperadamente fascinante. E longe de considerar penosa a presença do diretor John Maloof na narrativa de Maier, eu acho que isso se somou ao sentimento de que a audiência estava participando ativamente na descoberta de seus segredos. Sim, nós somos cúmplices no ato de expor o trabalho de um artista, talvez contra suas vontades. É ousado. Nomeação: Melhor Documentário

Fonte: Herói X


13. Capitão América: O Soldado Invernal: Me desculpam, eu sei que eu deveria entender os filmes da Marvel como representantes da decadência do cinema. Mas eu não estou disposto a demonizar filmes tão dedicados a trazer um experimento narrativo ambicioso e multifacetado para audiências de massa.Blockbusters geralmente são tratados pelos Oscars como as plataformas descartáveis para inovações em efeitos; é difícil começar de repente a olhar para megafilmes como histórias revigorantes quando você nunca fez isso antes. Mas eu acho que O Soldado Invernal Merece Isso. Nomeação: Melhor Efeito VIsual

12.Birdman: Toda vez que penso sobre Birdman eu me aborreço. Eu fico irritado com o auto-engrandecimento de Alejandro González Iñárritu, seus gemidos de ópera em nome de artistas geniais sitiados pelos críticos. Eu fico irritado com o fato de que Birdman pretende ser sobre o teatro, mas só está interessado em levantar pontos sobre a indústria do cinema. Eu fico irritado com o subtítulo. E eu fico irritado que um filme que está realmente dizendo a metade do que ele pensa que está dizendo sobre a arte, pode muito bem ganhar Melhor Filme. Mas no meu aborrecimento eu muitas vezes esqueço que este é um filme deslumbrante de se ver e experienciar; que é um filme estranho e tragicômico, dois atributos que eu prezo em filmes, e que os eleitores do Oscar costumam desprezar; que é primorosamente filmado e é encenado por um talentoso elenco; Birdman, que pode acabar inspirando outros projetos que eu vou acabar gostando muito mais. Eu ainda vou ficar irritado se ele ganhar Melhor Filme. Nomeações: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro Original, Melhor Cinematografia, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som.

11.Uma Aventura Lego: Podemos começar imaginar qual é o problema que os animadores tem com Phil Lord e Christopher Miller? Não só este filme foi esnobado para a categoria de Melhor Filme de Animação, como a sequência “Tá Chovendo Hamburguer” também foi, apesar de sua popularidade (e grandeza). Pelo menos o elemento de destaque do filme, a música insidiosamente grudenta “Everything is Awesome” recebeu o reconhecimento que merecia. Nomeação: Melhor Canção Original

10.Timbuktu: o meu favorito dos filmes de língua estrangeira deste ano vem da Mauritânia, a primeira vez para um nomeado nesta categoria. Tem sido enternecedor assistir a categoria expandir ao longo da última década aproximadamente, saindo dos centros mais comuns como França, Itália, e Suécia para cobrir uma visão mais compreensiva de filme estrangeiro. Timbuktu não poderia ser mais vital, contando uma história sobre a tomada islâmica no Oeste da África. E conta essa história sem extravagância e com um foco cuidadoso em seus personagens que lhe torna merecedor da vitória, apesar de isso ser improvável. Nomeação: Melhor Filme Estrangeiro

9. Joanna: Dos dois completamente devastadores documentários curtas Poloneses sobre famílias adoráveis sofrendo os caprichos de um Deus impassível, eu prefiro este. Joanna é ligeiramente menos esmagador que Our Curse, em parte porque sua câmera age da maneira menos intrusiva de todos os documentários que consigo me lembrar. Não se reconhece que um filme está sendo feito aqui, então o filme captura alguns momentos incrivelmente íntimos e sem reservas de seus sujeitos, uma família lidando com câncer terminal. Nomeação: Melhor Documentário Curta

Fonte: Pipoca Moderna


8.Mesmo Se Nada Der Certo: a sequência de “Apenas Uma Vez” do roteirista/diretor John Carney não recebeu a mesma aclamação que seu predecessor, apesar de ter acabado recebendo a nomeação para a mesma categoria (“Lost Stars” provavelmente não vai ganhar como “Falling Slowly” ganhou.). Eu passei o filme todo impressionado por não estar mais irritado com essa história de um produtor musical acabado (Mark Ruffalo) que descobre uma cantora-compositora (Keira Knightley) em um bar e decide produzir seu álbum. Mas o filme segue uma difícil corda-bamba entre sentimentalismo e um tipo de história-processo sobre fazer música fora do eixo principal e, neste balanço, ele encontra uma doçura natural. Também impressionante: a canção nomeada soa tão boa, apesar de ser realizada pelo Adam Levine. Nomeação: Melhor Canção Original

7. The Bigger Picture: Geralmente a categoria de Curta de Animação é uma espécie de exibição para técnicas de animação inovadoras e não comerciais. As vezes os curtas conseguem contar o tipo de história que raramente seriam vistas nos longas. Com “The Bigger Picture” ambos são verdade: a mistura de pintura e stop-motion permite que a história de uma mãe envelhecendo e seus dois filhos adultos se desenvolva impressionisticamente. É igualmente devastador e revolucionário e será uma verdadeira pena se Daisy Jacobs e Christopher Hees não forem chamados ao pódio por ele. Nomeação: Melhor Curta de Animação

6. Sr. Turner: Além Do miraculoso “Segredos & Mentiras” os filmes de Mike Leigh nunca recebem muitas nomeações – mas eles quase sempre estão entre os melhores filmes de suas categorias. Assim, na esteira de Vera Drake e Happy-Go-Lucky e AnotherYear surge Sr. Turner, um quadro modesto mas belíssimo dos últimos anos do pintor J.M.W. Turner. E enquanto nem Leigh e nem Timothy Spall, como Turner, tenham sido reconhecidos especificamente, a Academia teve o bom gosto de ressaltar a pintura impressionante que é a cinematografia de Dick Pope, que será o legado do Oscar duradouro do filme. Nomeações: Melhor Cinematografia, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Figurino, Melhor Design de Produção

5.Citizenfour: é mais do que apenas o golpe jornalístico de conseguir acesso a Edward Snowden enquanto ele dedura a NSA quefaz do filme de Laura Poitras tão fascinante. A abordagem sem frescura, de trincheira de Poitras foi definitivamente a escolha certa, já que coloca em destaque como as escolhas feitas no momento – por Snowden, por Glenn Greenwald, por Poitras – teriam vastas ramificações. Isso é história sendo feita e o filme sabe disso – e faz jus ao momento. Nomeação: Melhor Documentário

4. Os Boxtrolls: É um mistério o porquê deste terceiro filme do estúdio de animação Laika (depois de Coraline e Paranorman) ter sido menos bem-sucedido e menos bem-recebido. Não apenas é o melhor na categoria de Longa de Animação, como eu o colocaria no meu cartão de votação para Melhor Filme também. A animação, uma mistura de stop-motion tradicional e digital, é fantasticamente divertida e grotesca. E a história é igualmente irônica, sincera e boba; é o tipo de conto de fadas que tem cara de moderno e sábio sem nunca deixar isso óbvio à audiência. É um ótimo filme e eu espero que a audiência que o tenha deixado passar o deem uma segunda chance. Nomeação: Melhor Filme de Animação

Fonte: Adoro Cinema


3.Livre: Não se preocupe, não é tarde demais pra ficar chateado que Livre tenha sido esnobado para Melhor Filme, ou uma série de outros prêmios que era mais do que merecedor. É fácil entender porque a meta-narrativa ao redor do filme se tornou sobre Reese Witherspoon, a personalidade dela, seu ‘retorno’, seu reconhecimento como produtora. Mas o filme é tão mais do que isso: da adaptação inteligente de Nick Hornby do livro de Cheryl Strayed, até a precisa cinematografia e edição intuitiva e visão do diretor Jean-Marc Vallée. Nomeações: Melhor Atriz, melhor Atriz Coadjuvante

2.Boyhood: existe uma linha de críticas que diz que Boyhood não conta história nenhuma – que é meramente uma sequência não surpreendente de eventos que não receberia nenhuma atenção, não fosse a agenda de gravação que durou 12 anos. Mas em Boyhood, forma informa função. A passagem do tempo é simplesmente mais um elemento com o qual o diretor Richard Linklater pode brincar, e ele faz isso de maneira belíssima. Se a Academia votar para que Boyhood receba o Oscar de Melhor Filme estará tomando uma das duas melhores decisões em sua história recente. Nomeações: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro Original, Melhor Edição

Fonte: The Detroit News


1. Selma: O filme de Ava Duvernay sobre a luta de Martin Luther King pelo ato de direito à voto foi nomeado para Melhor Filme mas poderia, e deveria, ter sido nomeado para um monte de outros. Sua visão atenciosa da história conseguiu trazer uma vasta quantidade de personagens à vida sem se apoiar nos padrões usuais de filmes biográficos. Reclame o quanto quiser da expansão da categoria de Melhor Filme, mas isso fez com que houvesse espaço para o melhor filme do ano, então isso já é alguma coisa. Nomeações: Melhor Filme, Melhor Canção Original

E aí, concorda? Discorda? Ficou surpreso?

Diz pra gente nos comentários! J


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