quarta-feira, 10 de junho de 2015

A Revista Capricho vai acabar =(


Essa foto é de uma das minhas edições favoritas,
com a Grazi na capa!


Admito que uma pequena comoção tomou conta de mim quando,  há alguns dias, eu li a notícia de que a Revista Capricho (ai ai... a boa e velha Capricho) seria descontinuada (em sua versão impressa).

A primeira coisa que me passou pela cabeça era como eu adorava ler essa revista. Ficava ansiosa, perguntando quase toda semana na banca se a revista nova já tinha chegado. 

Teve um ano que eu ganhei uma assinatura de presente de aniversário. Haha Sonho realizado!  Aí, foi o porteiro que não teve paz. Perguntava TODA VEZ que passava pela entrada do prédio:

“Minha revista chegou?”

Rasgava o plástico com cuidado pra não deixar nenhuma marca ou arranhão na capa, e avaliava se a edição tava mais gordinha ou magrinha (quanto mais páginas melhor). Eu não pulava nenhuma parte, nenhuma matéria e nem o índice porque eu queria aproveitar o máximo daquela experiência. E depois repassava pras amigas. Todas tinham que ler pra depois comentarmos os fatos, os testes, as modas, tudo que a revista trazia. E, depois, claro, a revista tinha que voltar pra minha casa, onde eu empilhava na minha coleção que ficava na prateleira de cima do guarda-roupa.

Era um apego infinito. Tantos momentos divertidos!

A Capricho significava ler o horóscopo em voz alta pras amigas e decidir se ele estava batendo ou não com a nossa realidade, significava ler as entrevistas das suas celebridades favoritas que estavam na capa e achar que sabia tudo sobre elas, significava se achar muito rebelde porque na catequese diziam que era errado ler esse tipo de revista, significava uma das únicas maneiras de saber mais do que tava acontecendo num mundo em que a internet ainda não era um fenômeno avassalador. Como a gente ficaria sabendo das bandas, das marcas, dos filmes, dos livros que estavam bombando sem internet?

Olhando assim pra trás eu vejo o quanto a Revista Capricho me fez aprender uma coisa: o absoluto prazer da leitura. Sem a obrigação de ler pra ficar mais inteligente, ou passar numa prova ou teste ou por qualquer outra necessidade. Só pelo prazer. E junto com isso, o prazer de acompanhar uma revista. Saber o estilo da escrita, conhecer as colunas, ficar ansiosa quando tinha aquelas notinhas dizendo o que viria na próxima edição... ai, bons tempos!

Uma pena esse fim, mas foi bom enquanto durou!

Achei que minha última Capricho tinha sido comprada há muitos anos atrás, mas com a notícia do fim, fui correndo na banca comprar um exemplar pra mim.

Lendo hoje, assim com 24 anos, me senti meio boba, mas me diverti exatamente da mesma forma.


Vida longa à Capricho!

2 comentários:

  1. Que fofa!
    Acho que meus posts preferidos são quando você fala de ler, leitura, livros. É sempre inspirador! Fiquei com vontade de ter tido essa experiência com a Capricho. Até tentei, mas nunca consegui.
    Depois eu quero ver essa última aí que você comprou!
    E, se a Capricho não vai mais estar entre nós, tem um monte de revistas legais sendo escritas por aí. Depois da uma conferida na Capitolina (http://www.revistacapitolina.com.br/), quem sabe você não encontra uma nova diversão!

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  2. Ah, que fofa! Obrigada! Eu vou ver a Capitolina com certeza!

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